<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362</id><updated>2011-06-06T20:47:21.130-03:00</updated><category term='diego'/><category term='CoN'/><category term='Aniversário'/><category term='João'/><category term='Bam'/><category term='Textos enviados'/><category term='Cagadas no mundo pós-contemporâneo'/><title type='text'>Histórias pra boi dormir</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-6926461325406009574</id><published>2007-06-30T02:03:00.000-03:00</published><updated>2007-06-30T02:05:36.395-03:00</updated><title type='text'>Casa Nova</title><content type='html'>Eu mandei redirecionar, mas vai que a coisa falha, tô avisando aqui também!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiapraboi.awardspace.com"&gt;http://historiapraboi.awardspace.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Corre pra lá véi!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-6926461325406009574?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/6926461325406009574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=6926461325406009574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/6926461325406009574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/6926461325406009574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/06/casa-nova.html' title='Casa Nova'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-7533799408763916944</id><published>2007-06-18T14:38:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T14:42:18.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cagadas no mundo pós-contemporâneo'/><title type='text'>Cagadas no mundo pós-contemporâneo II</title><content type='html'>Tinha sido tudo tão confuso que eu não conseguia me lembrar direito. Ou talvez fosse efeito das coisas que eu tinha bebido antes de me retirar ao meu quarto. Não que eu lembrasse também das bebidas, mas minha cabeça reclamava de uma forma interessante sobre algo relacionado a isso, além do meu fígado não reclamar de nada, como se não tivesse forças nem pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a questão é que aos poucos ia me lembrando que, depois do capitão ir dormir, eu tinha resolvido fazer um lanchinho inocente na cozinha. De alguma forma, minha cabeça me avisava que eu ia me meter em encrenca fazendo isso, talvez porque ela seja vidente, ou talvez porque ela soubesse que eu tinha visto umas garrafas de aguardente de Plutão guardadas no armário, e soubesse também que eu seria tentado a bebê-las só de estar no mesmo ambiente que elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu me lembrava de tudo isso, o capitão continuava a olhar furioso pra mim, de forma que minha cabeça começava a pensar numa forma de chegar às cápsulas de escape da nave antes dele me pegar. Meu corpo, obviamente, concordava com a idéia de sair daquele lugar que, no momento, oferecia grande perigo, mas receava que não tivesse forças pra isso. Minha cabeça amaldiçoou meu corpo, e se concentrou então, em tentar conversar com o capitão para ganhar tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem capitão. Antes de tudo, gostaria de dizer que a culpa não foi minha, MAS... – o capitão já se preparava pra me cortar por não acreditar - ... sei de quem foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele teria franzido a testa, nesse momento, se ele conseguisse faze-lo. Não o fez, por não conseguir. Me olhou profundamente, procurando alguma marca em meu rosto que denunciasse minha mentira. Não encontrou, por que eu era perito em mentir. E porque, dessa vez, não estava mentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então – disse ele, gravemente – de quem foi a culpa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha entrado em um ponto delicado. Afinal, eu disse que sabia de quem era a culpa, e não que estava disposto a contar pra ele. Contudo, parece que ele entendeu exatamente isso. O fato é que agora corria riscos dos dois lados. Não contando, a culpa cairia sobre mim, e provavelmente, minha vida estaria correndo sérios riscos. Contando, eu teria certeza que minha vida corria riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, minha cabeça decidiu que isso era culpa do meu corpo, que ela não tinha nada com isso, e se refugiou no fundo de suas idéias. Meu corpo, pra variar, não estava se agüentando em pé, e não tinha condições de decidir o que fazer. Eu, obviamente, estava fudido, quando, de repente, surgiu quem tinha me posto naquela situação, pra tentar me tirar de lá: ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para ler a primeira parte, clique no marcador &lt;/i&gt;Cagadas no mundo pós-contemporâneo&lt;i&gt; logo abaixo.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-7533799408763916944?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/7533799408763916944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=7533799408763916944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/7533799408763916944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/7533799408763916944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/06/cagadas-no-mundo-ps-contemporneo.html' title='Cagadas no mundo pós-contemporâneo II'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-3484647191526565600</id><published>2007-06-13T22:47:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T00:11:05.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diego'/><title type='text'>Afrotrip V: A conexão</title><content type='html'>De onibus, Diego foi levado até o saguão do aeroporto, onde, na teoria, ele passaria pela imigração e rumaria até a area de embarques nacionais, pegando assim a conexão de Johanesburgh para Cape Town. Chegando ao tal saguão, Diego pôde contemplar uma fila, no minimo, grande pra cacete. "Fodeu" pensou ele," eu tenho uma hora e meia pra fazer a conexão...e nem sei que fila pegar"&lt;br /&gt;Entrou numa fila aleatória, perguntando-se se estava na correta. Dez minutos depois, teve a impressão de ter ouvido algo em português. Apurou a audição, percebendo assim um grupo com quatro brasileiros, numa outra fila. Saiu de sua fila e foi falar com eles.&lt;br /&gt;-Vocês são brasileiros?&lt;br /&gt;-Sim- respondeu um deles- você sabe se é essa a fila que a gente tem que pegar?&lt;br /&gt;-Sei lá. Num tem pra quem perguntar.&lt;br /&gt;-Verdade.&lt;br /&gt;Conversaram amenidades por cerca de uma hora, e Diego descobriu que eles iam para a mesma cidade que ele, porém para outra escola. Diego percebeu que não tinha andado nem quatro metros na fila.&lt;br /&gt;-Gente- Disse ele- Faltam vinte minutos pro vôo sair...&lt;br /&gt;Sem nada dizer, um dos brasileiros separou-se dos demais, indo ter com um segurança. Foi levado, então, para o começo da fila. Dois minutos depois, voltou correndo, gritando:&lt;br /&gt;-A gente tá do lado errado do aeroporto!&lt;br /&gt;-Como assim?- Perguntou Diego&lt;br /&gt;-É por aquele corredor- Indicou o homem.&lt;br /&gt;Sem nada dizer, os cinco sairam correndo, carregando mochilas desajeitadamente. Ao olhar para tras, Diego percebeu que não eram os unicos naquela situação, e que os gritos de seu novo amigo haviam surtido efeito em varias outras pessoas. Inumeros homens, mulheres e crianças os seguiam, todos correndo. O garoto olhou o relógio. Dez minutos para a decolagem.&lt;br /&gt;Chegaram então à mais cabines, estas sem fila nenhuma.&lt;br /&gt;-Vamos um em cada uma. a gente se encontra do outro lado- Disse um dos rapazes.&lt;br /&gt;Diego foi para a cabine na extrema esquerda. O atendente era um negro com uma cara extremamente simpática.&lt;br /&gt;-How you doing?- Disse o atendente.&lt;br /&gt;-Fine. Fast please, my flight is taking off in seven minutes!- Disse ele, surpreendendo-se com a frase.&lt;br /&gt;-ok, ok...why are you here?&lt;br /&gt;-To study english.&lt;br /&gt;-Fine.&lt;br /&gt;Depois, o atendente fuzou no computador durante um periodo de quinze segundos, arrastados como horas.&lt;br /&gt;-There you go- disse ele, devolvendo o passaporte para o garoto- Good luck catching that plane.&lt;br /&gt;Passando pela cabine, Diego procurou por seus amigos. Ao invés de encontrá-los, porem, ele encontrou sua mala. "Fodeu", pensou ele "agora eu tenho que fazer o check in de novo."&lt;br /&gt;Sem perder mais tempo, pegou sua mala e correu pelos portões, emputecendo-se ainda mais com um novo corredor, extremamente extenso, com placas que iam até a plataforma de numero 118.&lt;br /&gt;-You goin' to Cape Town?- DIsse um homem negro, com dreads enormes, vestido de laranja, identificado como "assistance".&lt;br /&gt;-Yes-Respondeu ele.&lt;br /&gt;-Gimme that bag, man(mãn). Folow me.&lt;br /&gt;Depois disso, o homem lançou-se por escadas rolantes, as quais o garoto nem sequer tinha visto, ja que estas estavam na lateral logo atras dele.&lt;br /&gt;-You are goin' to give me a nice tip for this!- Disse o homem.&lt;br /&gt;-As long as you take me to the plane on time.- Respondeu ele, pensando que não ligava de pagar 10 dólares desde que não precisasse passar pela burocracia de encontrar outro vôo.&lt;br /&gt;Ao fim da ecada, mais um saguão. O homem saiu pelas portas do aeroporto, o que fez Diego achar que ele estava sendo roubado.&lt;br /&gt;-Come on, man(mãn), tou wastin' time!&lt;br /&gt;Depois de seguir o homem por uma enorme calçada, diego chegou à area de vôos nacionais.(Da calçada, podia-se ver grandes obras, que mais tarde Diego soube ser a ampliação do aeroporto, o que justificou ele ter tido que sair do aeroporto para ir à area nacional)&lt;br /&gt;|O homem levou-o direto até o check-in, furando a fila e descontentando muita gente.&lt;br /&gt;-Now listen: you have to go through those gates, and then proceed to platform 14. Hurry.&lt;br /&gt;Diego deu o dinheiro prometido, e correu como nunca, ja tirando o cinto. Passou pelo portão, e rumou até a plataforma 14. "Ótimo, não troquei dinheiro", pensou ele.&lt;br /&gt;Ao chegar lá, porem, encontrou seus amigos sentados." Perdi o Vôo", pensou ele.&lt;br /&gt;-Que houve?&lt;br /&gt;-Falta de combustivel... nosso vôo sai daqui duas horas e meia.&lt;br /&gt;Diego não sabia se ria ou se chorava Então riu.&lt;br /&gt;-Por que vocês não me esperaram?- Perguntou ele.&lt;br /&gt;-Cara, você passou por lá antes de nós. ALias, você percebeu que nossas malas estavam lá?&lt;br /&gt;-Percebi...&lt;br /&gt;O tempo de espera passou rápido, com conversas animadas e muitas risadas.&lt;br /&gt;Ao entrar no avião, Diego estava exausto, e nem viu a decolagem. Seu ultimo pensamento foi: "Será que, depois de duas horas e meia de atraso, ainda tem alguem me esperando lá?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ráááá!&lt;br /&gt;Depois de muito tempo sem postar, aqui estou eu. Sinto muito a ausencia, mas retomei um velho projeto meu: um livro de ficção.&lt;br /&gt;Bom, espero que alguem goste do texto!&lt;br /&gt;Diego&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-3484647191526565600?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/3484647191526565600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=3484647191526565600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/3484647191526565600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/3484647191526565600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/06/afrotrip-v-conexo.html' title='Afrotrip V: A conexão'/><author><name>diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14423250295981494979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-4032946765449381467</id><published>2007-06-03T23:34:00.000-03:00</published><updated>2007-06-17T23:57:58.864-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>Fuga</title><content type='html'>Minha cabeça girava e tudo que eu queria era escrever. Escrever pra por pra fora tudo que tava engasgado há bastante tempo já, pra exprimir o que eu andava sentindo, tudo que me enchia a cabeça. Mas, essa mesma cabeça rodava, nesse instante, pela dose excessivamente grande de uísque que agora se alastrava pela minha circulação e me embriagava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebi. Havia prometido, desde o último porre, que não beberia mais. Mas não dava. A vida, ah, a minha vida, aquela... aquela bosta! Era tudo que eu não quis pra mim. Não, mentira, era tudo que eu sempre quis. O problema é que eu não sabia o que queria, não sabia o que me esperava. E agora, era tarde. Eram 3h35 da manhã, tardíssimo pra alguém que tinha que acordar cedo e ir trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, naquele momento inebriante, eu só queria escrever. Minha mão fugia ao meu controle enquanto tentava, em vão, fazer os primeiros rabiscos legíveis com a caneta na folha de papel. Mas também, o que eu escreveria? Que a vida que queriam pra mim não era a vida que eu realmente deveria querer? Era ridículo, fugia completamente à idéia de pessoa sensata e bem sucedida que faziam de mim, que eu fazia de mim. Mas, na minha cabeça rodopiante, essas idéias tinham completo fundamento, todo o sentido do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debrucei-me sobre a mesa. A luminária iluminava minha orelha esquerda, a folha de papel, agora amassada e cheia de rabiscos, mais algumas porcarias tolas e um porta-retrato. Minha cabeça ainda rodava muito, e o álcool no sangue fazia a mulher estampada no porta-retratos parecer muito mais bonita do que ela era, e ela era muito bonita. Ao vê-la, trouxe-a pra perto de mim, cerrei os olhos, adormeci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, sóbrio, sem rodopios, sem álcool, sem insanidades, minha vida parecia muito, muito melhor. Joguei fora o caderno, a caneta, a garrafa de uísque, e o porta-retrato. A foto guardei, numa caixa, esquecida dentro de um armário. Ela poderia servir pra rir do passado, num futuro muito, muito distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Eu deveria ter postado a continuação do último texto, ou deixado o Diego postar. Mas, esse texto surgiu de repente, e precisava postá-lo. Sei que o Diego não liga, nem o último texto. A continuação ainda vem.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-4032946765449381467?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/4032946765449381467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=4032946765449381467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/4032946765449381467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/4032946765449381467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/06/minha-cabea-girava-e-tudo-que-eu-queria.html' title='Fuga'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-8752836116087077358</id><published>2007-05-15T16:21:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T14:43:25.288-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cagadas no mundo pós-contemporâneo'/><title type='text'>Cagadas no mundo pós-contemporâneo</title><content type='html'>- Abre essa porta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei assustado com o grito. Olhei no relógio do braço esquerdo - eram quatro horas da manhã, mas em algum planeta distante que eu já não lembrava mais nem o nome. Contudo, no do braço direito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abre!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca soube a hora no relógio do braço direito, pois não cheguei a olhar. O que não fazia diferença, já que ele marcava a hora de algum outro planeta distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei da cama, e, após o terceiro grito vindo do corredor, meu cérebro se tocou que talvez fosse uma boa idéia abrir a porta. Meu corpo, que de início não concordou com meu cérebro (e essa era uma constante em minha vida) acabou cedendo, e, enquanto ambos ouviam o quarto grito, se juntaram e abriram a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No corredor de paredes brancas (sujas e mal cuidadas), em pé, com um olhar mortífero e uma cara zangada (embora ele não pudesse mudar de expressão e essa pudesse ser considerada sua cara normal), estava o capitão. Àquela visão, meu corpo bradou ao meu cérebro que havia sido uma péssima idéia abrir a porta. O cinzento, resoluto, teve que concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom dia! Ou seria boa tarde? - essa dúvida sempre me afligia quando voava pelo espaço aberto - talvez boa noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seja dia, tarde ou noite, não tem nada de bom - o capitão disse isso sem mover sequer um músculo da face. Talvez isso se devesse ao fato de que, sendo de uma espécie oriental muito esquisita, ele não possuia músculos na cara, e emitia sons de uma forma inexplicável - pelo menos para mim, que nunca me preocupei em descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não? Ah... e por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... - me encarou como se quisesse me explodir, mas não pudesse. De fato queria, e de fato, não podia - talvez porque, depois de ter colocado a nave no automático, trancado a ponte de comando e ter ido dormir, alguém conseguiu, de uma forma ainda desconhecida para mim, invadir a ponte e, usando a minha senha, zonear a nossa rota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti que, de alguma forma, eu poderia estar relacionado a esse fato esquisito. Mas, por mais que tentasse, não me lembrava de nada. Meu corpo, nesse momento, tentava me lançar para longe dali, mas minha cabeça me dizia que era melhor ficar. Fui ficando, e ele continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora, neste momento, estamos encalhados entre dois buracos negros e uma fenda espaço-temporal, que pode nos jogar sabe-se-lá onde! Qualquer movimento em falso pode nos matar ou mandarmos tempo a dentro. - nesse momento, ele, mesmo sem músculos faciais, estreitou os olhos e me olhou profundamente - Você tem idéia de como isso aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forçada mais forte na memória me trouxe tudo à tona. E eu, de súbito, soube de quem era a culpa (surpreendentemente, não era minha!): era dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Texto clara, descarada e bizarramente inspirado nas aventuras de Arthur Dent e Ford Prefect, na trilogia que ja deve ter uns cinco livros, de &lt;/i&gt;O Guia do Mochileiro das Galáxias&lt;i&gt; .&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-8752836116087077358?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/8752836116087077358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=8752836116087077358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/8752836116087077358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/8752836116087077358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/05/abre-essa-porta-acordei-assustado-com-o.html' title='Cagadas no mundo pós-contemporâneo'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-2040719422443324922</id><published>2007-04-26T20:46:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T00:11:00.499-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diego'/><title type='text'>afrotrip parte IV- O vôo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aviso: a partir daqui, algumas coisas serão escritas em inglês com um parênteses contendo alguma pronúncia peculiar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego estava passado. Sua "poltrona" era a última do avião. Última mesmo. Uma série de pensamentos pareciam gritar dentro de sua cabeça. "Como será lá na África?", "Será que a cidade é grande?", "Quais filmes eu vou poder assistir?", e outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados cerca de quinze minutos desde a entrada, o comandante disse algo inaldível, mas Diego teve certeza que era o aviso de decolagem. Não deu outra. Em menos de sete segundos o avião iniciou a manobra de decolagem. Foi então que um pensamento no mínimo perturbador o surpreendeu: Diego não conseguia se imaginar na África. Desde pequeno, quando tal sentimento o possuía, algo dava errado e ele não conseguia ir onde devia. "Não deve ser nada", pensou ele "Em doze horas eu estarei lá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais calmo, começou a desbravar o aparato plugado à parte traseira da poltrona da frente, procurando algum filme para ver. Logo de cara, uma surpresa: havia alguns filmes que nem sequer haviam chegado aos cinemas brasileiros. Escolheu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wedding Crashers&lt;/span&gt;, pois os atores eram de seu agrado. A tela era muito boa, mas o ângulo de visão era muito restrito, de maneira que a pessoa ao lado jamais saberia o que você assistia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais de quinze minutos depois, surgiu o primeiro problema: o desconforto. O espaço reservado às pernas era realmente bem pequeno, de modo que ele se sentia espremido. Mas não deu atenção a isso, e continuou assistindo seu filme, recusando duas vezes a bebida oferecida pela aeromoça, cujo sotaque era carregadíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do jantar, escolheu frango, que acompanhava um macarrão com um molho incrivelmente gostoso e uma porção de legumes. Depois pegou um livro dentro de sua mochila( &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bento, do autor André Vianco)&lt;/span&gt; e começou a ler. Ficou lendo por cerca de duas horas, até que percebeu que ninguém a sua volta estava acordado. Resolveu então dormir também. "Quem sabe assim a viagem não passa mais rapido" pensou ele, tentando movimentar as pernas, já formigantes. Mas não conseguiu. Não havia nele nem sequer um vestígio de sono, o que realmente o incomodou. Tornou a ligar o aparelho de tv e escolheu outro filme, que o entreteve por mais duas horas. Depois disso, contentou-se em olhas pela janela, apreciando um lindo amanhecer, com direito a sol vermelho e todas as coisas que se vê em filmes melosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, depois de quase doze horas sentado, ouviu o comandante dizer:&lt;br /&gt;-Good morning, this is your commander. We are now beginning the landing precedures - Depois disso, nada mais era compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze minutos depois, o avião estava pousado. Diego não precisaria pegar sua mala, já que esta ia direto para Cape Town, o que lhe deixava uma hora e meia para desembarcar e ir até o local de embarque. Ao descer do avião, um forte calor foi sentido. "Os ares africanos são parecidos com os brasileiros..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam dentro de poucos dias a próxima parte desta incrível história!&lt;br /&gt;Intrigas, mistério e aventura em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Afrotrip Parte V: A conexão"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Zuera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulos anteriores:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiapraboi.blogspot.com/2007/04/afritrip-parte-iii.html"&gt;Capítulo 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiapraboi.blogspot.com/2007/03/afrotrip-parte-ii.html"&gt;Capítulo 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiapraboi.blogspot.com/2007/02/chegsfd-no-keod-kapowt-o-que-temos-que.html"&gt;Capítulo 1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-2040719422443324922?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/2040719422443324922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=2040719422443324922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/2040719422443324922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/2040719422443324922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/04/afrotrip-parte-iv-o-vo.html' title='afrotrip parte IV- O vôo'/><author><name>diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14423250295981494979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-2505031698808408127</id><published>2007-04-17T07:46:00.000-03:00</published><updated>2007-06-17T23:57:03.498-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>Aos primeiros raios de sol...</title><content type='html'>Eram 4h35 da manhã quando acordou. O sofá sob seu corpo fazia doer suas costas, e o uísque barato, que antes enchia as garrafas agora espalhadas pelo chão, fazia doer sua cabeça. O abajur estava também no chão, e iluminava o caos que se instalara no apartamento cerca de 9 horas atrás: as garrafas, cinzas de cigarros, uma camisinha e um revolver jaziam por perto. O revolver! Que risco deixá-lo ali, assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se do sofá duro para desligar o despertador que o acordara. Recolheu o revolver, guardando-o no bolso da jaqueta. A lua brilhava lá fora, em meio à fumaça sempre presente ali no subúrbio. Vida dura, a daqueles que moravam ali. Mas agora ele não podia pensar nisso. Sua cabeça doía, mas ele a mantinha focada no motivo por que acordou àquela hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu celular vegetava sobre a mesa. Embolsou-o junto com a chave da moto, e saiu para a noite gélida. Deu partida e, enquanto percorria ruas e ruelas em direção ao seu destino, relembrava o plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era simples. Chegar, matar, dar o sinal. O incêndio ficaria por conta dos outros, seus fiéis parceiros. E aquele desgraçado teria o que merece. Ah, só de lembrar, tinha espasmos de fúria! O bandido, traidor, que mudou de lado na última hora e lhe ameaçou tirar suas maiores preciosidades. Seu irmão, infelizmente, ele não pôde salvar. Mas, de forma alguma deixaria que lhe tomassem ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino se aproximava e ele já sentia a satisfação de fazer justiça com as próprias mãos. O vento na cara era excelente para curar-lhe a dor de cabeça e tirar os últimos resquícios de uma ressaca inexistente, nunca fora homem de ter ressaca. Seu celular vibrou. Ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falei para você não ligar, Janaína, só se mantenha escondida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foge daí, por favor - a voz da moça transparecia aflição, quase desespero - vai dar polícia lá, eles tão sabendo, alguém te entregou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aviso foi um balde de água fria pra ele. Prometera, por inúmeros motivos que iam desde orgulho próprio à memória de seu falecido pai, que nunca se deixaria ser preso - e aquele plano acabara de se tornar um pedido ao xadres. Por outro lado, jamais deixaria escapar uma chances dessas, de vingar seu irmão e proteger sua garota. Rapidamente, como sempre fazia, chegou à uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembre-se que você é a coisa mais importante para mim - foi tudo que disse pelo celular, antes de arremessá-lo num bueiro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora mais tarde, a polícia invadia o casebre onde uma denúncia, feita por uma jovem moça, dizia que ali ocorreria um assassinato. Era tarde. Dois corpos jaziam no chão, um com uma aparência assustada e um furo no peito; o outro, com um sorriso no rosto e um tiro na lateral da cabeça. Enquanto isso, a tortura do remorso fazia Janaína chorar copiosamente sobre a foto do único homem que a amou na vida, enquanto os primeiros raios de sol invadiam sua janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-2505031698808408127?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/2505031698808408127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=2505031698808408127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/2505031698808408127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/2505031698808408127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/04/aos-primeiros-raios-de-sol.html' title='Aos primeiros raios de sol...'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-2514593271939911253</id><published>2007-04-12T15:19:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T15:29:37.644-03:00</updated><title type='text'>Isto não é uma história</title><content type='html'>Queridos leitores, interrompo, neste momento, a programação normal do blog pra comunicar que eu, nesse momento, sou o visitante 1001 do blog, ou seja, a pessoa antes de mim foi o visitante 1000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essa pessoa (que, de acordo com a CIA e o FBI, chegou aqui através de algum link pra cá do meu outro blog usando windows XP e IE) teve a sagacidade de tirar uma screenshot desse fato,  ou de alguma forma possa provar que foi o tal visitante 1000, favor entrar em contato comigo para ganhar um Perfex azul autografado  com caneta nanquim pelos 3 (três) membros do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito esse momento especial, ainda, para lembrar vocês, leitores, de que vocês são muito importantes para que continuemos motivados a escrever belas, emocionantes e inteligentes histórias e que é fundamental a participação de vocês criticando e interagindo conosco (a maneira de interagir conosco fica a seu critério ;-) ). Lembro ainda que nosso blog é aberto a participação de leitores que enviam suas histórias para serem publicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pela atenção, desculpem-me pelo incomodo (e pela viadagem terceiro parágrafo) e voltamos à programação normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-2514593271939911253?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/2514593271939911253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=2514593271939911253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/2514593271939911253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/2514593271939911253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/04/isto-no-uma-histria.html' title='Isto não é uma história'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-1078410897091609756</id><published>2007-04-04T23:02:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T00:10:56.462-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diego'/><title type='text'>Afritrip Parte III</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;-OK, então eu passo a filmadora no cartão do meu pai?- Perguntou Diego pouco antes de se sentar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-É. E se você comprar o seu walkman (ipod...) você passa no meu- Disse sua mãe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E que horas são? Quero pegar a fila faltando uma hora pro avião sair.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-São cinco e quinze- Disse seu pai. –Daqui quinze minutos você vai...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Diego já não parecia mais ouvir. Estava mergulhado em pensamentos sobre seu ipod ou sua câmera, nem sequer se lembrando que estes eram os últimos quinze minutos que passaria ao lado de seus pais nos próximos dois meses. Bela câmera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passados os quinze minutos, Diego levantou-se e foi em direção à fila, onde haviam cerca de vinte pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Dá pra esperar? –Perguntou sua mãe. –Daqui a gente não pode passar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só então Diego notou. Estava adentrando um saguão por onde apenas podiam entrar aqueles que portavam sua passagem. Sem grandes cerimônias, despediu-se de seus pais e foi logo pegar a fila. “Será que eu pego o Ipod preto ou o branco?” pensava ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltou a si cerca de dez minutos depois, percebendo que a fila não andava. Ao seu lado, um boliviano reclamava:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Caramba, que se passa? Estoy temprano!(ou algo assim)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Diego não sabia se tinha entendido, mas o sentimento era compartilhado por todos. Ao vasculhar o saguão com cuidado, percebeu que no fim da fila haviam quatro orientais, trajando terno, discutindo acaloradamente com o gentil senhor que fazia a vistoria das passagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pouco mais de dez minutos depois, a fila tornou a se mover, e logo chegou sua vez. Tratou de tirar logo todo material metálico que tinha em mãos. Ao passar pelo detector, o alarme soou. Seu coração disparou. “o que eu esqueci?”, pensava ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Senhor, você está de cinto?- Perguntou o segurança, de maneira surpreendentemente simpática.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Porra, verdade!- Exclamou sem querer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Finalmente, agora era só achar sua câmera e seu ipod.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entrou na lojinha, e foi logo para a sessão de eletrônicos. Quase que como mágica, um vendedor brotou do chão,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Posso ajudar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Pode sim. Eu estou procurando uma filmadora digital.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Nós temos apenas estes quatro modelos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Quero o mais barato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Pois não. Algo mais?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Um Ipod nano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tamanho?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Dois gigas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Só tem preto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tá, era isso mesmo que eu queria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pagou. Nunca em sua vida ele tinha se sentido tão roubado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi então que ele caiu em si. “Ta, e agora eu vo pra onde?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhou em volta. Achou o numero de sua plataforma. Seguiu as placas. Olhava o relógio toda hora. Apesar de ainda faltar meia hora para ele poder entrar no avião, sentia-se compelido a chegar logo à plataforma. Finalmente, depois do que pareceram duas horas (cerca de quatro minutos e vinte e sete segundos), ele chegou à área destinada aos passageiros da companhia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;South África Airlines. Ficou em pé perto da porta que levaria ao avião, para que pudesse se sentar logo. Então ouviu um barulho de celular tocando, procurando de onde vinha o som. Viu uma bela mulher, que trajava um vestido longo tirando o aparelho de sua bolsa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Alô?...não, vou embarcar daqui a pouco...ele ta com o Carlos....uma glock nove milímetros na bolsa.... ele é o terceiro mais procurado pela Al Qaeda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Puta que pariu, só me falta agora cair o avião no meio do mar.” Pensou ele verdadeiramente assustado. Olhou para o banco, e todos subitamente ficaram muito parecidos com um homem procurado pela Al Qaeda sentado ao lado de Carlos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Atenção passageiros do vôo 637 com destino a Joanesburgo, o embarque está liberado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Bom, é isso ai.” –Pensou ele enquanto entrava na aeronave.. “Agora não tem mais volta. Porra, eu tenho que ir até o fundo do avião? Sacanagem heim...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois é, a vida é assim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-1078410897091609756?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/1078410897091609756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=1078410897091609756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/1078410897091609756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/1078410897091609756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/04/afritrip-parte-iii.html' title='Afritrip Parte III'/><author><name>diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14423250295981494979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-3859177041425908642</id><published>2007-03-24T00:55:00.000-03:00</published><updated>2007-06-17T23:55:46.070-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>Chá</title><content type='html'>O momento é de incerteza, e quem nunca passou por uma? Certamente ninguém, muito menos eu. Tenho caminhado por essas ruas diariamente e a cada passo que dou tudo a minha volta se parece mais e mais distante, como se o passo fosse dado para dentro, algo impensável, mas factual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisto um grupo de pessoas. São pessoas legais, aproveitando a vida da maneira como podem. São amigáveis, são divertidas à sua maneira, eu penso que seria legal me juntar a elas. Faço-o e aproveito, um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia passa devagar, as horas se arrastam, o tempo se espreguiça. Vem a canseira de um dia agitado, o sono, penso em dormir. Mas alguém:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono (e o possível desânimo que a incerteza cria) diz não. Mas dezenas de vozes sussuram lá no fundo - desesperadas - me dizendo para aproveitar, não perder a oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa é boa, à sua maneira, também. Conheço gente, converso, me divirto. Não vejo, e já é hora de ir embora, da festa e da incerteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deito em minha cama, enquanto na TV passa uma propaganda de chá, daqueles industrializados. Odeio chá, como alguém pode gostar? Meu celular toca, é um amigo (e este é amigo de verdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, vamos tomar chá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos! Adoro chá! Onde a gente se encontra?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-3859177041425908642?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/3859177041425908642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=3859177041425908642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/3859177041425908642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/3859177041425908642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/03/ch.html' title='Chá'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-3050276548847036144</id><published>2007-03-14T23:00:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T00:10:51.759-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diego'/><title type='text'>Afrotrip parte II</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;-Acorda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Hã?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tá na hora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Me deixa dormir mais um pouco vai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não. Seu pai vai passar aqui daqui a pouco. Vai por uma roupa logo. E não esquece de checar os documentos, a passagem, o cartão do seguro, os papéis da escola...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tá, ta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O garoto sentou-se. Sua vista ainda estava embaçada. Levantou-se, e por pouco não foi ao chão, graças à um tropeço em sua enorme mala, localizada ao pé da cama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cerca de vinte minutos depois, o telefone tocou. O garoto não atendeu, pois estava travando uma batalha épica contra a bolsa de guardar dinheiro, que deveria ficar dentro da calça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pouco depois, sua mãe entrou no quarto, dizendo que estava na hora de descer, entrar no carro de seu pai e rumar para São Paulo. E foi exatamente isso o que ele fez, sem nem ao menos olhar para traz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Durante a viagem, seu pai resolveu fazer uma breve parada para tomar um café.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Quer um pão de queijo?-Perguntou ele, entes de sorver mais um gole do café.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não. Vou guardar minhas forças para comer comida árabe lá em São Paulo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(Grande erro. Um mês depois ele se arrependeu)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O resto da viagem passou como num piscar de olhos, já que todos, exceto seu pai, estavam dormindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao chegar na casa de sua avó, uma certa nostalgia o atingiu, afinal lá ele passou uma boa parte de sua infância, deixando de freqüentar o locar quando se mudou para Ribeirão Preto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pouco depois de sua chegada, o telefone de sua mãe tocou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-É pra você-disse ela estendendo o aparelho ao garoto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Alô?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Oi...-Disse a voz feminina tão familiar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Oi... tudo bem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Sim, e com você?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tudo bom...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Só liguei pra falar que te amo. Se cuida lá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao voltar para a sala, notou que todos estavam de pé, dirigindo-se à porta do apartamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seguiu seus pais, amparando sua avó, cujas pernas já não tinham mais tanta força.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O almoço foi animado, e todos comeram muito. Inclusive sua avó, conhecida por comer muitíssimo pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois da refeição, voltaram ao apartamento, onde ficaram por mais meia hora, partindo logo em seguida, rumo ao aeroporto internacional de Cumbica.&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;Eu sei que meu modo de escrever não agrada.&lt;br /&gt;Para sen sincero, nem eu gostei muito desses dois primeiros capitulos. Mas acontece que essa é a parte chata da viagem, e não consigo me inspirar para escreve-la.&lt;br /&gt;Prometo, porém, que a partir da proxima parte as coisas devem mudar. Vou, inclusive. começar a nomear personagens.&lt;br /&gt;Agradeço a compreensão (ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-3050276548847036144?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/3050276548847036144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=3050276548847036144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/3050276548847036144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/3050276548847036144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/03/afrotrip-parte-ii.html' title='Afrotrip parte II'/><author><name>diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14423250295981494979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-2879584980614172253</id><published>2007-02-28T02:56:00.000-03:00</published><updated>2007-06-17T23:55:11.483-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bam'/><title type='text'>Como Einstein</title><content type='html'>Por que gostamos das pessoas?! É, aquele gostar mesmo. Não como um simples amigo, como um possível amante.&lt;br /&gt;Para mim essa sempre foi uma das maiores dúvidas da humanidade! Gostamos por causa da coerção econônima?! (Ah...eu adoro falar essa expressão, me sinto tão inteligente). Por causa dos padrões da sociedade?! Por causa do grupo de amigos?! Por fatores biológicos que impõem que gostemos das pessoas mais simétricas?! Por feromônios exalados?! Por conexões de vidas passadas?!&lt;br /&gt;Cada vez eu formulo uma novo hipótese. E esses dias pensei...como Einstein descobriu tanta coisa?! Pirando na batatinha, claro. E eu, como boa discípula, resolvi seguir seu exemplo!&lt;br /&gt;Decidi imaginar que todos nós somos esquizofrênicos e tempos múltiplas personalidades inconscientemente.&lt;br /&gt;"E aí, o que acontece?! "&lt;br /&gt;Entramos em conflito, claro, porque existem milhões de novos palpiteirinhos fora e dentro de nós.&lt;br /&gt;"Unhh, e o que será? Como eles decidem se gostamos das pessoas?"&lt;br /&gt;Pois é... aí que a coisa fica preta! Precisamos esperar uma concordância de milhões de eus internos... e tem mais um problema!!!! Eles podem concordar que gostamos de uma das nossas criações esquizofrênicas... Então temos que esperar a superação do baque de apaixonarmo-nos por algo que não existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez pirar na batatinha só tenha resolvido para o Einstein e não para meros mortais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-2879584980614172253?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/2879584980614172253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=2879584980614172253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/2879584980614172253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/2879584980614172253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/02/por-que-gostamos-das-pessoas-aquele.html' title='Como Einstein'/><author><name>Bam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07946561881611537645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-6807706993989069382</id><published>2007-02-22T19:32:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:54:48.986-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>Genesis</title><content type='html'>Era uma vez, um cara estranho. Não posso definir exatamente como ele era fisicamente, mas posso afirmar que ele era parecido conosco, assim, meio humano. Mas, de humano, ele tinha pouco. Aliás, muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse cara morava num lugar estranho. Sabe, não era o inferno, nem o céu, pois nada disso existia ainda. Era simplesmente o nada, mas também o tudo. Era Lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que Lá era um lugar sem graça pra caramba. Então, ele resolveu agitar um pouco as coisas. Era uma segunda-feira, mas ninguém sabia disso porque as segundas-feiras ainda não tinham sido inventadas. Mas tava um puta clima de segunda-feira, não tinha como ser outro dia. Então, o cara estranho a quem eu me referi até agora resolveu criar o tempo, e, que um raio parta-lhe a cabeça!, inventou as segundas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não parou por aí, ele foi em frente, e o resto dos dias veio por conseqüência. As cagadas dele também não pararam por aí. Como ele percebeu que inventar as segundas-feiras havia sido um péssimo negócio porque isso trazia junto a ressaca do domingo, a volta ao trabalho, e todos aqueles problemas que as segundas tem e que vocês sabem bem quais são, ele resolveu se entreter um bocadinho, dando uma de construtor. Ele percebeu que as coisas por Lá tavam muito iguais, porque Lá era tudo e não era nada, e resolveu criar o céu, e viu que céu sem terra não fazia o menor sentido. E adivinha o que ele criou então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso foi outra tremenda cagada. O céu só servia pra encher de nuvem quando ele queria sol, ou ter um baita sol quando ele queria sombra, ou algo do tipo. E a terra então, nem se fala, uma sujerada só, pra tudo quanto é lado, aquela poeira, terra vermelha, uma esporquice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era o ponto dele perceber que o negócio dele definitivamente não era a construção civil. Mas, teimoso do jeito que era, lá foi ele tentar, mais uma vez consertar a cagada que tinha feito, e, conforme os dias foram passando, ele só piorou as coisas. Primeiro, inventou de enxer a terra de água, pra tentar dar uma limpada na poeirada, e putz, ele lotou dois terço do que ele tinha criado de água! O resto, que ficou descoberto, ele encheu de plantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, ele ainda teve a ousadia de criar um monte de bichos feios, peludos, fedidos, que só sabiam correr atrás um dos outros, gritar, se bater ou outras coisas chatas e irritantes. Além disso, fez todos esses bichos de forma com que nenhum deles fosse inteligente, soubesse falar ou fazer algo que prestasse ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, os que assistiam à esse mar de besteiras (boatos rolam de que seus irmãos mais velhos estavam assistindo) pensaram que aquela era  hora que ele iria parar, já fazia seis dias que ele tava nessa de tentar fazer o nada parecer alguma coisa. Realmente, passou pela cabeça dele, por algum momento, parar tudo por ali. Só que, sabem como é, ninguém deixa uma cagada pela metade, e toda a merda que ele tinha feito até então não era nada perto do que ele estava prestes a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele viu tudo aquilo pronto, ele pensou que devia por alguém pra tomar conta. Ah, que idéia estúpida. Pegou um pouco de barro, fez um boneco humanóide e, &lt;i&gt;vualá!&lt;/i&gt; (sintam que eu domino o francês), com um sopro deu vida ao coitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, amigos, o mundo nunca mais foi o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-6807706993989069382?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/6807706993989069382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=6807706993989069382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/6807706993989069382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/6807706993989069382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/02/genesis.html' title='Genesis'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-4822190244995558408</id><published>2007-02-15T00:34:00.000-02:00</published><updated>2007-06-18T00:10:24.914-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diego'/><title type='text'>Chegsfd No keod: Kapowt</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: 35.4pt; font-style: italic;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;   &lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que temos que ter sempre em mente é que a expansão dos mercados mundiais apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção de alternativas às soluções ortodoxas. Podemos já vislumbrar o modo pelo qual a estrutura atual da organização pode nos levar a considerar a reestruturação do orçamento setorial. O empenho em analisar a constante divulgação das informações aponta para a melhoria do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades. Nunca é demais lembrar o peso e o significado destes problemas, uma vez que a necessidade de renovação processual acarreta um processo de reformulação e modernização dos relacionamentos verticais entre as hierarquias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tendo isso tudo em mente, Eu, Diego, Começo hoje a postar aqui também.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;segue abaixo meu real texto.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;                                                   &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;                   &lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;h1&gt;Afrotrip&lt;/h1&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas me fala cara, como vai ser essa viagem?- Perguntou animadamente o rapaz de cerca de 20 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Como assim?- Rebateu o jovem questionado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Me explica como vai ser o itinerário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O garoto pensou. Não tinha pensado muito no assunto ultimamente, talvez como uma maneira de não se apavorar. A sua volta haviam duas primas, o tio, a tia, mãe, pai, irmão, namorados das primas, o avô, a esposa do avô e sua namorada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Vai ser mais ou menos assim. - Fez uma pausa para puxar o ar- Eu vou acordar amanha as 6, vou de carro até São Paulo e devo almoçar com a minha avó. Meu vôo sai as 18 e 30. Lá pelas 9 da manha, horário local, eu chego em Johanesburgo, onde pego uma conexão para a Cidade do Cabo. Devo chegar lá ao meio dia. Daí vai ter alguém me esperando pra levar pra escola.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ninguém merece estudar nas férias heim.- Disse o namorado da outra prima.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Eu não ligo, vou estudar só inglês, que é uma coisa que eu gosto bastante. E também, eu não tenho que ir todos os dias pra aula.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tem sim- interrompeu a mãe.- Eu paguei para você ir todos os dias, então você vai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Você num ta com medo?- Perguntou a Prima mais velha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não. Eu to um pouco ansioso, mas com medo mesmo acho que não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Escuta meu filho, você leva um pouco de dinheiro trocado na carteira pra trocar logo que você chegar no aeroporto lá da África. O resto tem que ir naquela bolsinha que vai dentro da calça.- Disse o avô, que havia feito uma viagem similar pouco tempo antes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pode deixar, eu acho que já ouvi isso umas mil vezes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Me fala uma coisa- disse a prima mais nova- Por que justo a África? Normalmente as pessoas vão para o Canadá ou Nova Zelândia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nos intercâmbios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-É justamente por isso. Fora que eu acho que na África eu vou ver mais coisas bonitas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meia hora depois, todos exceto pai, mãe, irmão e namorada já haviam ido embora. O garoto e sua namorada estavam sentados conversando, quando o celular dela tocou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ta bom mãe, to descendo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ambos desceram e se olharam longamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Promete que não vai fazer nada errado lá? -Perguntou a garota&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Lógico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eles se beijaram e a garota saiu do prédio. Foi então que, tão suavemente quanto um tapa na cara, o garoto percebeu: Agora, só a veria em dois meses.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Subiu, e ao entrar em casa percebeu que todos já haviam se deitado. Foi até seu quarto, onde havia uma enorme mala sobre a cama. Olhou o MSN. Ninguém on-line. Resolveu então ir dormir também. O dia seguinte seria muito, muito interessante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-4822190244995558408?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/4822190244995558408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=4822190244995558408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/4822190244995558408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/4822190244995558408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/02/chegsfd-no-keod-kapowt-o-que-temos-que.html' title='Chegsfd No keod: Kapowt'/><author><name>diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14423250295981494979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-6098664544001792875</id><published>2007-02-10T01:32:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:54:17.891-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>É tempo de mudanças...</title><content type='html'>É incrível como um simples comentário pode nos fazer mergulhar em pensamentos confusos e sentimentos nostálgicos, fazer parecer que o motivo de felicidade na verdade é motivo para tristeza, e fazer-nos pensar que nada é como devia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otávio estava arrumando suas coisas para a mudança. Esperou muito por aqueles dias, os dias da mudança, os dias de arrumar tudo, festejar com a família, escolher onde morar, conhecer pessoas novas, lugares novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança estava prevista à três anos, desde quando seu pai arrumara aquele emprego misterioso e disse que em três anos seria promovido e teriam que se mudar. A promoção, e conseqüente mudança, trariam benefícios para toda a família: mais dinheiro para casa, melhores condições de moradia, uma escola melhor, mais opções de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto tinha apenas 11 anos quando chegou o tempo de mudar, mas se sentia muito feliz. Naquele momento, andava pela rua, em direção à padaria, absorto mais uma vez em pensamentos sobre como seria sua nova vida, quando um de seus amigos da vizinhança lhe parou e começou a conversar. Papo vai, papo vem, chegaram ao assunto da mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo, quase que um irmão pra Otávio, se sentia feliz pelo amigo ter uma chance de melhorar de vida, mas não deixava transparecer a tristeza que sentia ao saber que se separariam. Ao fim, quase terminando o papo, já que Otávio ainda tinha 10 pãezinhos pra comprar, o amigo deixa escapar “O que foram três anos hein? Pois é, o tempo passa...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora simples, o comentário fez Otávio refletir. Começou a se lembrar, meio sem prestar atenção à rua que atravessava, quanto se divertira com o pessoal da vizinhança; lembrou-se, sem perceber que o padeiro lhe servia os pães, das vezes que eles tinham tocado a campainha dos vizinhos e saído correndo; recordou-se, desatento ao fato de ter voltado pra casa e estar subindo as escadas, das risadas, das brigas, das conversas bizarras e de todas as coisas que havia feito com esses amigos tão queridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deitado em sua cama, mesmo sabendo que a mudança era inevitável, e mesmo sabendo que ela vinha pro seu bem, e mesmo sabendo que teve tempo para se preparar pra ela, e mesmo sabendo que tudo isso fazia parte da vida, mesmo assim, Otávio fechou os olhos e chorou, desejando do fundo do coração poder não se mudar, pra ficar, mais um dia que fosse, com seus amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-6098664544001792875?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/6098664544001792875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=6098664544001792875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/6098664544001792875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/6098664544001792875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/02/tempo-de-mudanas_10.html' title='É tempo de mudanças...'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-117003149532968689</id><published>2007-01-28T22:44:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:54:04.369-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>O ataque das formigas</title><content type='html'>A cidade estava um caos. As formigas começaram seu ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? – era a pergunta que mais se ouvia, quando alguém contava o que estava acontecendo a um desligado qualquer que não ouvisse a gritaria e a balburdia que tomava as ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a resposta que mais se ouvia à pergunta mais ouvida era “Oras, que parte de ‘As formigas começaram seu ataque à cidade’ você não entendeu?”. Depois de ouvir isso as pessoas simplesmente deixavam de tentar entender e simplesmente não entendiam. Passavam, então, a contar pros desligados que encontravam que as formigas tinham começado seu ataque, e a responder a resposta mais ouvida à pergunta mais ouvida que se fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que, de fato, as formigas estavam atacando. E atacando pra valer, sabe, aquele tipo de ataque que as pessoas comentam “Puxa vida, que ataque hein!” quando elas não estão ocupadas contando pras outras as novidades ou tentando entender o que lhe contaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas principais avenidas da cidade, grandes formigonas andavam chutando as pessoas, os carros e os patinetes que viam pela frente, rindo e cantarolando como se aquele fosse o dia mais feliz da sua vida. Nos grandes prédios, empresários donos a cidade discutiam a situação, políticos governantes da cidade discutiam a situação e as pessoas comuns contavam umas pras outras o que acontecia nas ruas e nos grandes prédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tudo isso acontecia, um pequeno bebê fazia peraltices em sua casa, situada em uma das avenidas principais que as formigas atacavam. O pequeno ser estava completamente alheio ao fato de que as formigas atacavam sua cidade, que formigas de fato existiam e de que formigas gigantes não era uma coisa comum de se ver por aí. Na verdade, ele estava alheio a tudo que não tivesse relação com as peraltices que ele fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E naquele momento, ele entrava na despensa de sua casa. Naquele mesmo momento, um grupinho muito metido de formigas, que incluía várias operárias puxa-saco e a formiga rainha, se dirigia gingando em direção à casa do bebê, pois acharam-na bonita demais e resolveram toma-la para ser a sede de seu novo formigueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebê, na despensa, começou a escalar uma série de gavetas, o que acabou se revelando um desafio muito maior do que ele havia imaginado. De fato, se tornou o maior desafio por que ele, o pequeno bebê, já havia passado. Em cima da mesa, encontrou vários objetos que não tinha a menor idéia do que eram, inclusive um tubo metálico com uma tampa amarela e uma imagem caricatural de um inseto morrendo. Ele bateu o tubo várias vezes no tampo da mesa até que a tampa amarela saísse voando, revelando uma pequena válvula spray.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o bebê escalava a mesa da despensa de sua casa, completamente alheio ao telefone que tocava (pois havia um telefone tocando, mas obviamente, ninguém atenderia, pois ninguém o ensinou a atender telefones, e sua babá havia ido embora meia hora antes do momento certo), as formigas que derrubavam a porta da frente e estavam invadindo a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviram, claramente, um barulho vindo da direção da lavanderia, algo como metal sendo batido contra madeira. “Estão preparando as armas: vai ter luta”, pensou a formiga rainha, sem estar completamente errada. Seguiu de peito aberto, invadindo a cozinha e atravessando-a, chegando a despensa. Neste momento, não viu quem a atacava, apenas ouviu um barulho de ar escapando (algo como um “Tsssssssssssssssssssssssssssss”), um grito agudo de susto, e uma lata voando em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos depois, uma mulher entrava em casa desesperada, procurando por seu pequeno filho. Sabia que as formigas, repentinamente, haviam se retirado da cidade 10 minutos atrás, mas temia que algo tivesse acontecido com seu pimpolho. Estranhou muito, mas muito mesmo, ao encontrá-lo dormindo sobre o tampo da mesa da despensa, ao lado de uma formiga gigante morta, e uma lata de inseticida completamente vazia com a válvula spray destruída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-117003149532968689?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/117003149532968689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=117003149532968689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/117003149532968689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/117003149532968689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/01/o-ataque-das-formigas.html' title='O ataque das formigas'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116884015434114910</id><published>2007-01-15T03:35:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:53:46.282-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bam'/><title type='text'>Quando a casca se quebra</title><content type='html'>Quando crianças somos ingênuos, nos magoamos por gestos, palavras e ações pequenos. Tudo é muito difícil de se superar. Somos insetos sem seus exoesqueletos, sujeitos a qualquer mau humor do meio.&lt;br /&gt;É como naquele dia em que você resolveu ir para a escola com a sua nova lancheira da barbie em forma de coração. Para você aquele bem material era a coisa mais linda que existia na face da terra. Claro, depois dos milhões de comerciais assistidos, nada poderia ser mais bonito.&lt;br /&gt;Enfim, você vai para a escola exibir sua nova lancheira. No intervalo está se divertindo com seus amigos e, de repente, chega aquela menina...isso meso, aquela que você não sabe por que tenta tornar sua vida um inferno.&lt;br /&gt;Ela simplesmente começa a chamar você de monga, de menina da barbie, de garota da lancheira ou qualquer coisa do gênero. E você ainda é uma criança, não sabe lidar com as palavras dos outros, não sabe que nem todo mundo vai gostar de suas coisas. E é nessa hora que você chora, grita, esperneia e soluça tanto que nem consegue conversar. Parece que nunca mais vai sofrer dessa forma na sua vida.&lt;br /&gt;E são com essas pequenas mágoas que você começa a criar ao redor de si aquela casca. Aquela proteção para sobreviver na vida de adulto.&lt;br /&gt;Com todas as decepções a sua casca fica cada vez mais espessa. Você chora menos, esperneia menos, imagina sofrer menos. Todo mundo diz que você está crescendo, que está virando uma mulherzinha, que é uma pessoa forte e que será uma bela adulta.&lt;br /&gt;Mas você sabia que aquela criança ainda estava dentro de todo aquele armamento criado para suportar a vida, para ser uma adulta. Você temia o dia em que iria encontrar seu cego a mascar chicletes, que sua casca não seria tão espessa e o ovo iria se quebrar.&lt;br /&gt;E foi naquele dia...um dia que parecia comum, como qualquer outro do ano... O sol não aparecia, no entanto as nuvens não o cobriam por inteiro. Não chovia, gotejava. O arco-íris se mostrava ainda incerto, como se não soubesse se era o momento certo para colorir o céu.&lt;br /&gt;Saiu do trabalho, cansada de agüentar seu chefe tagarelando e reclamando de tudo que fazia. Ele era esse tipo de pessoa... nada nunca estava bom,  ainda era obrigada a ouvir ele dizer a mesma coisa umas cinco vezes.&lt;br /&gt;Quando chega em casa ainda precisa arranjar uma maneira de consolar sua companheira de apartamento, pois seu pai acabara de morrer. A televisão apenas mostrava as tragédias do mundo  e sentia-se uma fracassada por não ter ido atrás de todos seus ideais adolescentes.&lt;br /&gt;Não que  estivesse em seus 45 anos e tivesse descoberto toda a fragilidade e superficialidade de sua vida. Mas, aqueles fatos foram necessários para lhe causar arrepios e fazer sua casca se quebrar.&lt;br /&gt;Então chorou, esperneou e soluçou como quando era frágil...sentiu toda a ingenuidade dominar seu corpo. Era aquela criança de 15 anos atrás que tomara seu corpo. Era toda aquela impotência diante do que faria de sua vida.&lt;br /&gt;Por um momento também não pensou em nada, apenas sentiu aquela dor inocente. E dormiu como nos velhor tempos, com o rosto enfiado no travesseiro e a vida passando ao redor de si.&lt;br /&gt;No dia seguinte a casca voltou, de maneira inexplicável. E apesar da frivolidade do exoesqueleto, ainda era algo útil para continuar a caminhar. Se quisesse, de alguma forma, mudar a travessia para algo mais parecido com suas idéias de criança, com a proteção conseguiria mais facilmente.&lt;br /&gt;E é assim, com quebradas da casca, voltas ao passado, problemas e soluções que crescemos, que aprendemos para tentar mudar nosso rumo, para voltar aos ideais que foram deixados nas cinzas. Ou então para continuarmos na pacata viela, como o simples caracol de Lorca, ao invés de irmos atrás das estrelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116884015434114910?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116884015434114910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116884015434114910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116884015434114910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116884015434114910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/01/quando-casca-se-quebra.html' title='Quando a casca se quebra'/><author><name>Bam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07946561881611537645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116835349877322042</id><published>2007-01-11T15:00:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:53:31.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aniversário'/><title type='text'>Aniversário</title><content type='html'>- Gravando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena escura. Percebe-se alguma movimentação. Um tropeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luz, no meio da sala, começa a se acender, de cima pra baixo. Um vulto, que logo se torna visível, ergue a cabeça. É um homem, mas se parece com um o mínimo que é possível para um. Por mais confuso que isso possa parecer. Usa uma franjinha na testa, cabelo escorrido, uma maquiagem escura. Um tom choroso se percebe em seu olhar. Começa a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É difícil pra mim estar aqui, falando sobre isso. Mas, é preciso, pelo bem de muita gente que pode vir a passar por isso. E porque preciso desabafar. Sabe, muita gente pensa que é bom crescer, que é bom ser mais velho, que a vida de pessoa independente é boa. Eu posso dizer: não é. Na verdade, a vida nunca é boa. Ela é triste, deprimente, detestável. Mas, quanto mais velhos ficamos, mais conscientes disso ficamos. Nossos miguxos... – ouve-se algumas risadinhas no local, embora não seja possível ver mais ninguém; o próprio vulto, no meio da cena, solta um leve sorriso. Depois, retorna ao tom jocoso original - Nossos miguxos, eles se distanciam, nossa família, mamis, papi, todos ficam pra trás. A gente precisa trabalhar, a gente precisa fazer uma faculdade, a gente precisa virar gente. Já não podemos se reunir no shopping para mostrar pro mundo como a gente é revoltado. Já não podemos usar nossas roupas linduxas no trabalho ou na escola sem perder o emprego ou o respeito dos amigos. Nem chorar, NEM CHORAR, nós podemos, sem esse olho crítico do mundo que nos rodeia! Ah! Fazer aniversário é ruim demais! Vou me matar! Alguém me empreste duas pilhas, quero levar choque até morrer! – uma mão aparece, estendendo duas pilhas e dois pedaços de fio – Obrigado, miguxo! Adeus mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga, não dá pra me matar assim! To tixte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. A luz central se apaga lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Corta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risadas ecoam pelas paredes, a luz acende, e revela a presença de mais três pessoas no recinto, além de uma câmera e um computador. Todos, exceto a câmera e o computador, riem gostosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, isso aqui vai ser um sucesso na internet! Vamos por no ar já!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos garotos se adianta e começa a digitar, clicar e fazer tudo aqui que se faz em um computador. De repente, o espanto, seguido do xingamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fudeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A merda do YouTube no Brasil foi bloqueada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116835349877322042?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116835349877322042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116835349877322042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116835349877322042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116835349877322042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/01/aniversrio.html' title='Aniversário'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116787233062268936</id><published>2007-01-07T15:00:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:53:13.295-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos enviados'/><title type='text'>Máculas</title><content type='html'>&lt;i&gt;Esse texto foi enviado por um leitor do &lt;/i&gt;Histórias pra Boi Dormir&lt;i&gt;. Se você escreve histórias normalmente, ou apenas esporadicamente, e gostaria de vê-las publicadas aqui, mande-as para &lt;a href="mailto:hpbdbog@gmail.com"&gt;hpbdblog@gmail.com&lt;/a&gt; e, mesmo que haja uma pequena demora (como houve dessa), ela pode ser publicada. Escreva!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem a sós com sua consciência. Seu nome não importa. Nomes são detalhes ínfimos que só fazem com que o andamento da história se atrapalhe. O que importa é que se encontrava sozinho como nunca estivera. Não que a solidão o incomodasse, mas a companhia de alguém afugentaria os pensamentos que lhe tiravam a concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão é momento de reunião consigo mesmo. Solidão é insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As festas de fim de ano. Ah, as festas. Clichê falar sobre a solidão neste período do ano, mas a um escritor medíocre com pouco o que dizer, o que resta? Resta dizer que apesar de estar em família, o homem estava sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de questionamentos existenciais sobre a solidão dos tempos modernos, nem de discursos inflamados sobre uma solidão inconsolável feitos por bandas adolescentes. A solidão do homem era genuína, pura. Retifico. Não há nada que seja imaculado, mas o vazio que sentia era intenso e monotônico, de volume capaz de sobrepujar qualquer ruído externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa de sua solidão era um dilema moral corriqueiro, embora não sem importância. Sua namorada viajara e o deixara com o fim do ano nas mãos. Namoro antigo, daqueles em que já se conhece mais do parceiro do que se desejaria. Daqueles que já ultrapassaram ‘the point of no return’ e estão em inércia, esperando o final iminente. Pelo menos era assim que o homem pensava. Pois bem, estando a namorada em viagem, o homem reencontrou uma paixão de infância. O modo como isso se deu é igualmente irrelevante, importa o fato de que o homem nunca chegara a ter de fato contato carnal com a paixão de infância; e também o fato de que seu relacionamento com a namorada fosse até aquele momento o mais sincero possível (lembrem-se, nada é imaculado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcara um encontro com a garota de sua infância, que por sua vez mostrou uma receptividade um pouco maior do que a considerada respeitosa pelo homem. Ela deixou claro que conseguiria transpor o hiato temporal entre a paixão infantil e a infidelidade despretensiosa. Conseguiria ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cometer adultério não estivera tão fora de seus planos nos últimos tempos como gostaria que estivesse. Hipótese longamente ruminada em noites solitárias. Tomar os passos que levariam ao adultério dependeria da decisão inicial de cometê-lo. E essa decisão sempre fora barrada. Agora, aquela garota dos sonhos de pré-adolescência ter surgido, disposta a fazer mais do que fazem bons amigos, derrubara suas defesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um encontro marcado...o primeiro passo fora dado. Mesmo que não comparecesse ao encontro, mesmo que fosse ao encontro e se recusasse a oferecer à sua antiga paixão mais do que um bate-papo, tudo seria diferente. Violara o código de ética do namoro, o que equivalia à traição mesmo que o encontro previamente combinado não se realizasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimento de culpa. Culpa por atos ainda não cometidos, mas premeditados. Alguém não pode ser condenado por premeditar um crime sem que o tenha executado, mas os assuntos do coração têm juízes impiedosos e oniscientes... nada tirava do homem a impressão de que sua traição viria à tona. E aí a solidão. A solidão de perder a namorada que não queria, por ter convidado outra pra sair. E nem sabia ainda se veria a outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que importava? A situação fugira de seu controle no momento em que marcara o encontro. E o desencadear de eventos levaria ao término do namoro, que fora escrito, ensaiado, reescrito e engavetado tantas vezes. Se sua decisão antecipava o fim iminente, porque solidão? Aquela solidão tão diferente das outras, tão indefinível e tão forte, solidão tão saudade. Isolado entre os extremos da proximidade com o amor de outrora e a distância do amor atual. O novo, perigoso desconhecido em oposição ao velho, confortável familiar. E a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme se aproximava a hora do encontro, a sensação que começou quase imperceptível agora lhe tornava Prometeu. Reciclando idéias dolorosas, que após derrotadas, ressurgiam para novo embate. E a dor/solidão era agora quase toda remorso e saudade. Era derrota. Solidão é insônia, é a prisão da consciência culpada. E toda a conversa sobre a relatividade do dever ser e do dever fazer não valem nada; explicações antropológicas/filosóficas sobre a moralidade cristã tampouco. Vale a dor do homem. Vale sua solidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi ao encontro. E isso amenizou sua solidão, mas não expiou seu crime. Infração boba, corriqueira, mas tão pesada nos ombros do homem. Quando sua namorada voltou, seu sentimento de isolamento novamente diminuiu, mas a marca da infidelidade impedia que tudo voltasse imediatamente a ser como era antes. Perdera para sempre o seu quinhão de namoro intocado. O homem não contou à namorada o que ocorrera. A ignorância é uma dádiva. Talvez ela já tivesse passado por situação semelhante...quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu então o homem com seu amor imperfeito, com retalhos, cicatrizes. Mas definitivamente, não se sentia tão solitário. Nada é imaculado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Autor: Paulo&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116787233062268936?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116787233062268936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116787233062268936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116787233062268936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116787233062268936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/01/mculas.html' title='Máculas'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116786122344919071</id><published>2007-01-03T19:49:00.000-02:00</published><updated>2007-01-03T19:59:24.790-02:00</updated><title type='text'>Causos de crianças</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;            –Mãe, o que é camisinha?  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; text-align: center;"&gt;–Eu já não te falei, filha? Camisinha é uma camisa pequena.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;            Uns minutos depois, a filha, que estava assistindo televisão, pergunta novamente:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: center;"&gt;–Mas, mãe... por que no carnaval todo mundo tem que usar camisa pequena?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: center;"&gt;(...)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;–Não é que todo mundo tem... só quem vai pular o carnaval...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;---------------------------&lt;/p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;     –Ah, se eu te pego moleque... tu irás ver! Dou-te um banho de acordo!&lt;/p&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;–Tudo bem mãe...eu tomo banho. Mas será que não podia ser de bucha mesmo?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;---------------------------&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;–Já decidi, mamãe, nunca me casarei! Vou ficar pra titia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;–Eita, menina. Por que isso agora?&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;–Ah mãe...você sabe como é né(...) Eu preferiria morar com a titia mesmo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116786122344919071?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116786122344919071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116786122344919071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116786122344919071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116786122344919071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2007/01/causos-de-crianas_03.html' title='Causos de crianças'/><author><name>Bam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07946561881611537645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116749024481042678</id><published>2006-12-30T12:49:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:52:29.811-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>Sem fábula, sem moral</title><content type='html'>&lt;em&gt;Essa história é um pouco antiga e bobinha, mas acho que algum boi deve dormir com ela!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, caros leitores, cheguei ao céu. Aqui não é exatamente o céu, na vida carnal temos uma concepção distorcida da realidade após a morte. Tudo é diferente do que sempre imagináramos: não existe o maniqueísmo, não existe julgados ou julgadores,; simplesmente compomos um infinito diálogo sobre a complexa experiência de viver. De psicanalista e filósofo louco, todos os mortos têm um pouco.&lt;br /&gt;Foi numa dessas minhas conversas pelo paraíso que conheci um sujeito, mas não vou descrevê-lo para não me demorar na narrativa. Ele, não obstante sua aparência peluda, manteve um diálogo comigo. Seu nome é Brás Cubas e escreveu recentemente um livro sobre sua vida. Curioso como sou, pedi para me ensinar a técnica de escrever neste outro plano;e assim, graças a esse homem, cá estou eu lhes dizendo minha história.&lt;br /&gt;Sinto ainda não ter me apresentado para vossas senhorias, meu nomé é João Alvarenga Silva, mais conhecido como Lobo Mau. Sei que que é um apelido de muito mau gosto, e talvez não represente minha infindável existência, mas lhes devo garantir que foi de uma grande valia para mim.&lt;br /&gt;Entendo o questionamento de vocês, leitores. Nosso raciocínio, lógico e simples, não consegue distingüir a magnificência de como pode ser útil possuir algumas coisas que aparentemente soem ruins. Portanto, imaginem se me chamasse Lobo Bom, minha desgraça estaria feita! Quem é bom não pode errar, não pode menitr, não pode ter um momento de irracionalidade. Sinto pena desses indivíduos, já que tenho, como ovelha negra, a liberdade de ser como quiser, sem decepcionar alguma esperança colocada em mim.&lt;br /&gt;Agora, preciso lhes contar a parte da minha história que geralmente é narrada por uma percepção parcial. É o caso dos três porcos capitalistas. Todos imaginavam que estava simplesmente com fome, e como um consumidor de porcos na cadeia alimentar, resolvi caçá-los. No entanto minha razão foi outra: estavam pilheriando minha amiga cigarra. Essa mesma, do incidente com as formigas.&lt;br /&gt;Esses suínos estavam lhe afirmando a sua não ida para o céu! De acordo com a ética calvinista deles, apenas os que possuíam uma vida de trabalho eram predestinados aos campos santos. Minha amiga era religiosa, uma religião espiritualista e um pouco diferente do cmum, mas ainda assim ficou chateada com tais comentários. Eu resolvi, então, atuar: iria me vingar. Na época não conhecia o trinitrotolueno ou o agente laranja, usei, pois, a velha tática do sopro.&lt;br /&gt;Todos sabem o final do ocorrido: não tive êxito com o sopro. Mas lhes digo que consegui me vingar, e a história irá comprovar.. Sabem aquela casa? A construída pelos porcos? Foi o início da propriedade privada e dos condomínios fechados. Logo, vossas senhorias entendem que eles desgraçaram sua existência e a de seus descendentes.&lt;br /&gt;E aqui termina minha breve história. Ela não é uma fábula, não há uma moral, não quero mudar suas vidas. Entretanto, para aqueles que quisseram sobre uma vida fúnebre e triste no inferno para mim, digo-lhes uma coisa: se enganaram. Me dei muito bem aqui, a cigarra já aprendeu a tocar harpa e piano. Nos divertimos muito nos bailes celestiais .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116749024481042678?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116749024481042678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116749024481042678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116749024481042678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116749024481042678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/sem-fbula-sem-moral.html' title='Sem fábula, sem moral'/><author><name>Bam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07946561881611537645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116723852118046164</id><published>2006-12-27T14:53:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:52:15.013-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João'/><title type='text'>Santa Paciência!</title><content type='html'>João era um rapaz jovem, que sempre teve problemas com os outros por chamarem-no de estressado, reclamão e outras coisas do gênero. Não que ele não fosse tudo isso. Ele era. E tinha plena consciência do fato. Mas, orgulhoso que só vendo, não admitia isso de forma alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz estava tendo uma semana realmente ruim. Recebeu seu salário com 5 dias de atraso, atrasou na entrega de seu trabalho de faculdade recebendo uma nota ruim e um de seus amigos de república havia brigado com ele por causa de uma torrada e três bolachas salgadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não reclamara de nada! Nada! Não brigou com ninguém (exceto aquele boca grande do Pipoca, o amigo da república, e mesmo assim, foi o outro que havia brigado com ele), não teve crises nervosas, foi simpático com tudo e todos, enfim, fez tudo aquilo que todos esperam que as outras pessoas façam, mas nunca as fazem por si só. João fazia de tudo para que as pessoas deixassem de ter aquela impressão ruim sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu do ônibus que tinha pego naquela sexta-feira calorenta, caminhou um quarteirão, e chegou à oficina mecânica. Seu carro estava lá havia duas semanas, desde quando ele o bateu com tudo num cruzamento, acidente fruto de uma distração momentânea provocada por uma amiga. Embora o mecânico tivesse dito que o carro estaria pronto em 3 dias, João não havia tido coragem de ir busca-lo até aquele momento pelo simples, mas constrangedor, fato de que ele não tinha dinheiro para pagar o conserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, agora ele tinha, e ali estava, para resgatar seu carro. Estranhava o fato do mecânico não ter ligado nessas duas semanas procurando por ele, mas achou que essa ausência súbita de interesse do homem veio bem a calhar nesse momento de aperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OI! – disse, em alto e bom som, procurando alguém ali no pequeno barracão onde funcionava a oficina. Ao ouvi-lo, Zé, o mecânico, saiu de baixo do carro em que trabalhava, para atendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Opa doutor, como vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo certo seu Zé. – disse em tom descontraído - Escuta, vim buscar meu calhambeque. O coitado já está arrumado da cacetada que deram nele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Putz doutor – disse o mecânico lentamente, dando um tapa na testa - sabia que eu tava esquecendo de alguma coisa. Bem que eu pensei outro dia mesmo “tenho que ligar pro João”, mas aí, sabe como é né, um serviço, outro, outro, e a gente esquece... Tem aparecido muita gente aqui pra... – João lhe cortou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Zé, fala então o que o senhor ia me falar no telefone... – sabia que a ausência de duas semanas do mecânico era estranha, e lhe teria um preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uia, olha que cabeça a minha, eu já estava esquecendo de novo de te dizer. Eu vivo dizendo, minha memória a cada dia que passa está pior. Deve ser a idade. Vi outro dia na televisão que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Zé, meu carro, seu Zé – a abençoada paciência de João, aquela que durara milagrosamente durante a semana inteira, estava se esvaindo rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô, é mesmo, seu carro. Bem, ele tava amassado por fora e quando eu fui mexer nele, vi que o motor tava danificado também, por causa da pancada. Sabe, essas pancadas fazem um estrago, outro dia mesmo apareceu aqui um cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Zé do céu, e aí, meu carro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah é. Bom, daí, eu ia tirar a peça danificada pra avaliar o estrago, quando ela escorregou da minha mão cheia de óleo e caiu no meio das engrenagens do motor. Eu ainda tentei tirar dali, mas foi pior. Acabei estourando algumas coisinhas do motor e precisei mandar o carro pra assistência oficial em São Paulo, mas não precisa fazer essa cara seu João que a gente cobre tudo e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- VAI PRA $@!#&amp;! PÔ, NÃO TÔ PREOCUPADO SE VOCÊS COBREM OU NÃO, VAI CUBRE A $#@#$! DA TUA MÃE CACETE, EU QUERO MEU CARRO PORQUE EU PRECISO DELE PRA TRBALHAR E UM MECÂNICO DE M$#@$ DETONA ELE E MANDA PRA SÃO PAULO!!!! VAI SE !#$%$@&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bufando, João virou as costas e saiu da oficina. Embora a raiva emanasse de seu corpo, ele sentia-se estranha e extremamente aliviado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Seu Zé, coube apenas dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas que sujeitinho estressado, sô!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116723852118046164?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116723852118046164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116723852118046164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116723852118046164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116723852118046164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/santa-pacincia.html' title='Santa Paciência!'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116688661004446589</id><published>2006-12-23T13:09:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:51:55.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>Negócios</title><content type='html'>No bar, a penumbra tomava conta. Em meio a tilintares de copos, e alguns burburinhos discretos, um casal conversava em tom de segredo à uma mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí – disse ele, parecendo amigável -, tá pronta pra outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não – ela bebe um golinho rápido do uísque. Olha em volta, preocupada – Digo, depende. Você sabe, eu não queria mais, falei pra você da última vez. Mas a situação tá brava, eu preciso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pára de enrolar e decide se você tá dento ou tá fora! – a aparência amigável começa a sumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela suspira. Pensa um pouco, visivelmente transtornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Excelente! Vão gostar de saber. – beberica um golinho em sua bebida - Agora, seja discreta: nos próximos dias, não chame atenção, de preferência não se arrisque a ser pega pelos homens, fica em casa mesmo que é melhor pra todo mundo... Ah, e tem mais uma coisa: não marca encontro de nenhum tipo com estranho nenhum. Nem deixa que fiquem te abordando na rua. Parece que o pessoal lá da Zona Norte tá atrás da gente, tipo querendo sabotar e tal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga, por que você não avisou antes?! Se eu soubesse que o risco tava maior, não tinha entrado nessa! Você sabe, tenho que proteger o pessoal em casa, minha mãe, o Bernardo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz abandonou completamente qualquer resquício da aparência amigável que iniciara a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha aqui, você tá folgando demais! Quando você entrou no esquema há um ano você sabia que a barra era pesada! Mas, claro, a grana fácil foi tentadora, né?! Agora, pára com essa papagaiada e faz o que eu tô mandando! Se não, já sabe, eu sei muito bem onde moram o pequeno Bernardo e tua velha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogou uns trocados na mesa pra pagar as doses de uísque, levantou-se fazendo barulho e saiu do bar. Ela apenas debruçou-se sobre a mesa. E começou a chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116688661004446589?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116688661004446589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116688661004446589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116688661004446589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116688661004446589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/negcios.html' title='Negócios'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116663394455480927</id><published>2006-12-20T14:55:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:51:40.819-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bam'/><title type='text'>Reflexão suspirosa (?)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sei que o Con acabou de postar aqui, juro que não queria atropelar nada....mas preciso escrever alguma coisa, sou estreante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ele sentou na varanda e acendeu o cigarro. Aquele era o seu momento preferido do dia, quando podia conversar consigo mesmo, sem a interferência de comentários que só sabiam repetir as regras e as morais hipócritas da sociedade.&lt;br /&gt;"A moral também é uma questão de tempo", essa frase se repetia incessantemente na sua cabeça. Não sabia se concordava, afinal, tinham se passado apenas 22 anos após seu nascimento. Não sabia também se com seus 60 anos seria uma pessoa completamente amoral...ou se, com a desilusão pela vida, voltaria a possuir toda a moral perdida.&lt;br /&gt;Entre uma tragada e outro refletia até sobre o próprio ato de fumar. Quando tinha começado? Não se lembrava.Quando iria parar? Não tinha essa intenção ainda. Fumar era um dos seus pequenos prazeres da vida, mesmo sabendo que destruía uma parte da sua caminhada. Mas podia acabar com sua existência da maneira que desejasse! Pagava seus impostos e ainda nem alimentava o narcotráfico! Ora, que alarde faziam para uma simples questão de escolha individual.&lt;br /&gt;O cigarro acabou. Suspirou profundamente e levantou-se. Agora era tempo de retornar para o ninho humano, para as conversas tolas e para o convívio hipócrita.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116663394455480927?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116663394455480927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116663394455480927' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116663394455480927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116663394455480927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/reflexo-suspirosa.html' title='Reflexão suspirosa (?)'/><author><name>Bam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07946561881611537645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116658073737784055</id><published>2006-12-20T00:09:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:51:00.863-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João'/><title type='text'>Boa, muito boa noite...</title><content type='html'>&lt;i&gt;(O &lt;/i&gt;Histórias pra Boi Dormir&lt;i&gt; conta agora com mais um membro, a Bam, que deve começar a postar em breve. Se alguém, algum dia, por algum motivo, tiver vontade de integrar a equipe, fale comigo e eu posso até pensar no seu caso. Vamos ao conto)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô, quem fala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oba João, aqui é o Jorge, da J. H. Advogados, tudo certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João não gostou da notícia. Não que ele esperasse gostar, mesmo se fosse outra pessoa, pois nunca era um bom presságio ligarem em seu celular de serviço às 9 horas da noite. Mas, dessa pessoa particularmente, ele gostou menos ainda. A J. H. Advogados só lhe arrumava problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fala Jorge, tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então cara, desculpa estar te ligando a essa hora... – “Ah, claro, nenhum problema em interromper meu jantar” foi o único pensamento que ocorreu a João – mas é que tivemos um probleminha aqui com os computadores, e preciso que você dê uma olhada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não!! Não é possível...” pensou João. Aquilo não poderia estar acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você quer – perguntou apreensivo - que eu vá agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, se não for muito incomodo. Está parecendo que alguma placa ou sei lá o que deu problema no computador principal aqui quando a gente foi desligar tudo, e a internet não está funcionando em nenhum dos outros computadores... E você sabe como é né, a gente precisa dela amanhã cedo funcionando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, claro, sei sim como que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João era considerado um cara estressado. Não tinha paciência com nada, vivia reclamando de tudo, nada nunca estava bom. Era normal que ficasse nervoso, irritado ou enfurecido com notícias ruins. Mas naquele momento, particularmente, ele se sentia tão nervoso, irritado e enfurecido que seria capaz de esfaquear o tal Jorge, se ele tivesse a uns 100 metros por perto. Por sorte, do Jorge, ele não estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem... Se não tem outro jeito, estou indo. Vou apenas terminar meu jantar aqui e já vou – fez questão de enfatizar a última frase, para que Jorge se sentisse incomodado por tê-lo interrompido. Infelizmente, pra ele, a frase não surtiu o menor efeito no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poxa, que bom. Vou estar te esperando então. Até logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse o carro que precisava consertar, as dívidas que adquirira recentemente e as contas normais de fim de mês, ainda tinha que aturar cliente sem descofiômetro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia momentos em que João desejava do fundo da alma que toda a Terra sofresse uma mutação repentina e se tornasse uma imensa bola de sorvete de flocos. Esse era, com certeza, um desses momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116658073737784055?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116658073737784055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116658073737784055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116658073737784055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116658073737784055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/boa-muito-boa-noite_20.html' title='Boa, muito boa noite...'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116615177497474535</id><published>2006-12-16T15:00:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:50:24.697-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>Perigo Noturno</title><content type='html'>Eram duas da madrugada e Aderbal acordou assustado, com a impressão de que alguém havia o cutucado. Abriu os olhos, virou-se de lado e viu que sua irmãzinha estava em pé ao lado da cama, o cutucando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resmungou perguntando o que ela queria, mas sem deixar claro que era isso o que ele estava perguntando, o que fez a garota achar que ele estava apenas bocejando. Ela olhou pra ele assim mesmo, e disse algo. Aderbal já estava adormecido de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o cutucou novamente, e ele acordou da mesma forma patética novamente, e novamente grunhiu algo incompreensível. Antes que ele dormisse de novo, ela disse de novo o que ela havia dito anteriormente, e dessa vez ele a ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se da cama, mas não sem antes amaldiçoar a terra, o céu, as irmãzinhas pequenas e as lâmpadas que teimam em queimar nos momentos em que elas não deveriam queimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto de sua irmã, o abajur azul exibia no globo de vidro branco, de forma patética, o rosto de um palhacinho sorridente. Aquele palhacinho havia sido seu um dia e por mais que as pessoas grandes achassem que aquele era o tipo de abajur que deveria decorar o quarto de uma criança, ele nunca lidou bem com o fato de haver um palhaço assistindo-lhe dormir por toda a noite. É claro que, agora crescido, devidamente amadurecido, sendo um rapaz esclarecido, aquele abajur não significava mais nada para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o abajur estava apagado, já que uma daquelas lâmpadas teimosas que insistem em queimar em momentos inoportunos havia queimado naquele momento, que era bem inoportuno; esse havia sido, inclusive, o motivo pelo qual sua irmãzinha acordara no meio da noite e havia ido cutucá-lo as duas da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacientemente, Aderbal removeu o globo de vidro com a cara patética do palhacinho, removeu a lâmpada queimada, colocou a lâmpada nova que havia ido buscar na garagem (“Malditas escadas! Malditas garagens distantes dos quartos! Malditas lâmpadas que se alojam nas garagens!”), recolocou o globo em seu devido lugar e acendeu o abajur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava novamente o palhacinho, pateticamente sorrindo para ele, aquele sorriso bobo e feliz. Chegou a achar graça de, um dia, ter tido medo daquele simples abajur e só não começou a rir porque estava com muito sono pra isso. Cobriu sua irmãzinha e foi se deitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitou-se novamente em sua cama, pronto pra recuperar o sonho que estava tendo antes de ser acordado na primeira vez por sua irmãzinha (sonho que envolvia uma praia, uma famosa apresentadora de canais jovens e ele próprio, no papel de namorado da famosa apresentadora). Contudo, uma cabeça redonda branca de palhaço insistia em tomar de assalto todas as suas tentativas de relembrar seu sonho, contar carneirinhos ou simplesmente não pensar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou-se na cama, de um lado pro outro, como se não conseguisse dormir de forma nenhuma, que era exatamente o que estava acontecendo. A cada cochilada, uma trupe de palhaços de circo, todos com as cabeças brancas, o atacavam com chinelos de praia e sua namorada fugia desesperada em busca de um lugar menos circense para ficar mais a vontade, e ele acordava novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua irmãzinha acordou (de forma muito menos patética, o que não era difícil) com Aderbal cutucando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vim dormir aqui com você, porque eu sei que você deve estar assustada com a lâmpada que queimou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não estava assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu não tô assustada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá sim, não precisa fingir... Posso dormir com você ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ué – fez uma pausa curta, suficiente pra perceber que o quarto estava escuro – Ei! Por que tem uma toalha em cima do meu abajur?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116615177497474535?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116615177497474535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116615177497474535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116615177497474535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116615177497474535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/perigo-noturno.html' title='Perigo Noturno'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116602544889151646</id><published>2006-12-14T13:17:00.000-02:00</published><updated>2006-12-16T02:01:00.226-02:00</updated><title type='text'>Luta (01)</title><content type='html'>&lt;b&gt;Capítulo 1&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despertar do rádio-relógio marcava o início de um novo dia de estudos para Eduardo. Com o sol ainda surgindo no horizonte, ele se levantava cedo todos os dias da semana, por opção própria. Suas aulas na faculdade começavam, em média, por volta de oito horas da manhã, mas os trabalhos no laboratório de Física quântica começavam assim que ele estivesse disposto. Cursava o quarto ano da Faculdade de Física e era o aluno responsável por esse laboratório; além disso, conduzia uma pesquisa complexa, que relacionava fótons, movimentos Brownianos e efeitos relativísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo era um rapaz comum, como ele mesmo gostava de frisar (mesmo sem as pessoas acreditarem), quando comentava com alguém sobre suas atividades acadêmicas, ou quase comum, como costumava acrescentar ao ver a cara de descrença que faziam. Tinha 21 anos, 1,62m de altura, olhos muitíssimo escuros, pele clara e fisionomia de uma pessoa que praticava exercícios físicos leves. De fato, ele não praticava mais exercício nenhum há dois anos, mas sua alimentação regulada e sua boa sorte mantinham-no com aquela aparência. Se possuía algo estranho em sua aparência eram seus cabelos – ou, mais precisamente, a ausência deles. Devido a um problema genético, Eduardo, nunca na vida, teve cabelo, possuindo uma bela careca lustrosa, que ele não se envergonhava de mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz se levantou da cama ao ouvir a vinheta da rádio anunciando as horas, e se preparou para a labuta diária. Pronto, desceu as escadas do pequeno prédio de três andarem e deu de cara, na garagem, com uma caminhonete grande carregada de móveis. Ao lado dela, um homem de aproximadamente 30 anos colocava no chão pequenos objetos que também estavam na caminhonete. O homem virou-se quando Eduardo apareceu, e sorriu jovialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia! – disse o estranho - espero que eu não tenha te acordado com o barulho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Imagine, nem ouvi nada não. O senhor é o novo morador do 302?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem acenou que sim com a cabeça, enquanto estudava a caminhonete, pensando na melhor maneira de retirar de cima dela uma grande mesa de quatro pernas. Depois, acrescentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou eu mesmo, estou me mudando essa semana. Ontem trouxe algumas roupas e coisas pequenas, hoje estou trazendo esses móveis. É provável que amanhã eu já esteja instalado aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, prazer em conhecê-lo! Meu nome é Eduardo e eu sou seu vizinho de porta, no apartamento 303. O senhor se chama...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poxa, assim você me ofende! – Disse o homem, sério. Eduardo ficou apreensivo, mas o homem riu – fica me chamando de senhor, quando você é apenas uns poucos anos mais jovem que eu! Hehe... Meu nome é Paulo, e o prazer é meu em conhecê-lo, Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliviado, Eduardo acrescentou, rindo também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, certo então, não te chamo mais de senhor. Bom Paulo, agora tenho que ir, que o dever me espera. Até mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo se despediu e continuou absorto em tentar retirar de cima da caminhonete a pesada mesa. Eduardo contornou o automóvel carregado e foi de encontro à sua moto, no fundo da garagem. Embora também tivesse um carro, Eduardo se sentia mais livre com a moto, e gostava de tudo que o fazia sentir-se dessa forma. Pois seu capacete e, animado, partiu em direção a faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Continua&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116602544889151646?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116602544889151646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116602544889151646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116602544889151646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116602544889151646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/luta-01.html' title='Luta (01)'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116585591264807700</id><published>2006-12-11T14:50:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:50:01.743-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><title type='text'>Infância</title><content type='html'>- Paiê, tá chegando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ta Léo, falta só mais um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você já me falou isso várias vezes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é que ta chegando mesmo, você que pergunta muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo se sentou de novo no fundo do banco. Seu leãozinho, Arnold, dormia em seu colo. Léo olhou pra ele, e cutucou seu nariz. O pequeno felino deu uma resmungada. Léo cutucou seu nariz de novo. O leãozinho espirrou e acordou. Olhou para seu dono, que ostentava aquela cara marota de “eu não fiz nada”, e voltou a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo viu que nem Arnold tava com vontade de brincar. Ele podia jogar gameboy agora, mas tinha esquecido as pilhas em cima da cama, antes de sair de casa. Já estava cheio de contar os carros que passavam na estrada, ou de fazer careta pros motoristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, a gente não vai chegar!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Léo, eu já falei que estamos chegando! Olha bem ali, lá no fundo, ta vendo? Daqui eu to vendo a ponta do prédio da vovó, você não?! Acho que ela tá dando tchauzinho pra gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo olhou, apertando os olhos, mas não conseguiu ver o prédio. Aliás, nem cidade nenhuma ele via. No máximo, umas poucas casas espalhadas, avisando que o meio urbano se aproximava. Mas, se seu pai tava dizendo, então era verdade, estavam finalmente chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio do carro mostrava dois números, dois pontinhos e mais dois números.  Os dois primeiros números, Léo conhecia, mas as aulas da escola tinham fugido de sua cabeça. O primeiro, um palitinho, era o primeiro da turma... Seu nome... Ah... Isso, era um! O segundo era apenas uma bola, chamava zero, mas Léo não entendia exatamente o que ele significava. Aliás, Léo também não entendia se o relógio marcava uma hora ou zero hora, já que os dois números estavam no mostrador! Ah, que cofusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, que horas são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São 10 e meia filho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Então era isso! Dez e meia! Mas que diabos eram dez e meia?! Bom, isso já era muito complexo pra Léo, e resolveu parar de pensar nas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ta chegando pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Táá Léo... Escuta, pergunta pro Arnold se ele ta vendo a vovó lá longe! Acho que ela está esperando a gente com aquelas bolachinhas gostosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas pai, o Arnold ta dormindo, e não quer acordar de jeito nenhum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo não acordaria o Arnold pra perguntar qualquer coisa sobre a vovó. Sabia que o leãozinho não gostava da vovó, porque ela nunca lembrava o nome dele, e falava dele sempre como “o gatinho de pelúcia do Léozinho”. Léo já explicou pra sua vó muitas vezes que Arnold era um leão bravo e briguento, mas ela insistia em chamá-lo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo olhou o relógio de novo. O último número do mostrador, que antes era um zero também, agora era aquele difícil de desenhar, com uma voltinha embaixo. Ah, o dois. Isso significava que passou dois... segundos ou minutos? Isso sempre confundia Léo, mas uma coisa era certa, não passou muito tempo. Que horas seriam agora? Dez e meia-dois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, que horas são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dez e meia filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas era dez e meia na outra hora que você falou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, agora são dez e trinta e dois, mas é que o papai arredondou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum... É, o zero é mais redondo que o dois mesmo, mas o quê que isso tinha a ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo encostou a cabeça no banco, e começou a pensar nos números. Coisa de doido, não entendia porque ele tinha que aprender aquilo. Pior eram as letras, mas essas ele não sabia nem os nomes ainda... E aquela viagem então, tava dando um sono... As letras eram estranhas, algumas parecem números, que dançam... Não, as pessoas que dançam, e o carro balança... Aliás, é bom fechar o olho assim, com o balanço... Quantos números! Droga, as aulas acabaram e ele ficava pensando em números... Letras... Números... ZZzzzZzZzzz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116585591264807700?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116585591264807700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116585591264807700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116585591264807700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116585591264807700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/infncia.html' title='Infância'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37938362.post-116567530163265912</id><published>2006-12-09T12:39:00.000-02:00</published><updated>2007-06-17T23:51:27.845-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CoN'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João'/><title type='text'>João, o revoltado</title><content type='html'>João acordou com aquele espírito “animado e feliz” com que acordava todas as manhãs, distribuindo olhares carrancudos para todos que lhe desejavam um bom dia, e se dando ao trabalho de resmungar algo que, se analisado friamente por alguém com muito bom humor e disposição, seria decifrado como uma resposta ao bom-dia que lhe foi desejado. Lavou o rosto na água fria da torneira, deu duas ou três agitadas em seus cabelos rebeldes antes de xingá-los por não se assentarem e saiu para a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu automóvel, estacionado em frente sua casa, estava coberto por uma fina camada de poeira, que se acumulara durante a noite, vinda do terreno vizinho através do vento forte que soprou a noite. João sentiu espasmos de raiva ao lembrar do vento da noite, que chacoalhou tanto sua janela quanto um guepardo raivoso faria com um pequeno coelho que ousasse mordiscar suas patas. Obviamente, ele não se importava com o fato da janela quase torcer ao meio, e sim com o barulho que essa torção provocava, não o deixando dormir depois de ficar até as 2h45 da manhã tentando consertar seu computador – sem obter sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu dirigindo pela rua pacata em que seu carro estava, bravo pela poeira que recobria o pára-brisa do carro. Contudo, só se deu conta da meleca que faria tentando esguichar água para limpar o vidro quando de fato esguichou água tentando limpar o vidro, melecando-o completamente. Já é reduntante dizer que isso o deixou mais irritado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João guiava pelas ruas da cidade distraído, pensando, ao mesmo tempo, em quantas peças ele precisaria comprar para o serviço que realizaria nos computadores da empresa de seu tio, em quanto ele gastaria para terminar de consertar seu próprio computador – ele já havia gasto um bocado, e estava no vermelho esse mês - e em quão bizarro era o movimento de cabeça que a pessoa do carro da frente fazia, obviamente, dançando ao som de alguma música que tocava em seu rádio. Em alguns momentos do trajeto, João também desejava que o mundo se tornasse uma enorme bola de sorvete de flocos. Não é que ele realmente gostasse de sorvete de flocos; mas a idéia do planeta inteiro ser branco, gelado, escorregadio e cheio de pequenas “impurezas” pretinhas era fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando João atravessava o cruzamento de duas avenidas movimentadas, atento ao tráfego de carros que vinham pela avenida, uma voz conhecida lhe chamou a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou em volta, momentaneamente distraído, procurando a fonte do chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATAPLOF!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;hr width="50%" color="black" size="1"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, senhor, mais uma vez eu peço desculpas. O senhor pode ficar com meu número de celular, e eu ligo pro senhor amanhã mesmo, pois meu seguro vai cobrir tudo, pode ter certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, é bom mesmo... E mais atenção no trânsito por aí hein garoto. Humpf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João ouviu engoliu seco este último comentário, e virou-se, para falar com Luara, a amiga que havia lhe gritado, e que esperava pra falar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei João, sempre distraído hein! – João teve ganas de voar em seu pescoço e lhe dizer que só havia batido o carro porque ela havia gritado e tirado sua atenção. Mas, era ela. Justo ela. Só respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... Pois é... – permaneceu em silêncio, e depois - Bom, tenho que ir, preciso avaliar quanto vai custar consertar isso. A gente se fala. Tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu muito tempo pra que ela respondesse, virou as costas e saiu pensando no dinheiro que teria que emprestar de seus amigos pra poder fechar o mês. Mais que nunca, desejava do fundo de sua alma que a Terra se tornasse uma enorme bola de sorvete de flocos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37938362-116567530163265912?l=historiapraboi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiapraboi.blogspot.com/feeds/116567530163265912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37938362&amp;postID=116567530163265912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116567530163265912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37938362/posts/default/116567530163265912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiapraboi.blogspot.com/2006/12/joo-o-revoltado.html' title='João, o revoltado'/><author><name>Caio Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
